Avaí e Criciúma punidos

Em 1985, na final da Copa dos Campeões da Europa, no estádio de Heysel em Bruxelas (Bélgica), entre Juventus (Itália) e Liverpool (Inglaterra), 39 espectadores foram mortos por uma confusão iniciada pela torcida do time inglês. Foi o ponto culminante de uma série de atos de violência cometidos pelos torcedores de times daquele país ? que ficaram conhecidos como hooligans – em competições continentais.

Pois bem, a UEFA decidiu então dar um basta e afastou todos, repito, todos, os times ingleses das competições organizadas por ela durante cinco anos. Todo mundo pagou o pato, sem exceção. Foi uma punição exemplar e educativa.

Mas a cuíca continuou roncando dentro da Inglaterra. Torcedores continuaram brigando entre si, os estádios eram velhos, mal conservados e cheios de enjambrações feitas originalmente para conter os ânimos das torcidas ? alambrados reforçados, grades, barreiras anti-esmagamento, etc. Assim, em 1989 em uma semifinal de Copa da Inglaterra, entre Liverpool e Nottingham Forest, disputada em campo neutro ? o estádio Hillsborough, em Sheffield, não houve conflitos entre as torcidas. Só que a torcida do Liverpool, que havia se deslocada em massa para assistir o jogo, arrebentou as catracas e superlotou o estádio. Com isso, tudo aquilo que havia sido reforçado para conter os fãs acabou servindo de arma para matá-los. 96 torcedores do Liverpool morreram esmagados contra os alambrados ou prensados entre os torcedores.

Foi outro ponto culminante para uma mudança radical. A partir dali, com a elaboração de um documento que ficou conhecido como relatório Taylor, uma série de reformas foram feitas para tornar os estádios ingleses mais seguros. Além de medidas mais eficientes para identificar e punir os hooligans, foram demolidos os alambrados, instaladas cadeiras numeradas em todos os estádios, entre outras obras para tornar o acesso, a permanência e a saída dos torcedores mais seguros.

Então, se a escalada da violência atingiu um nível inédito em Santa Catarina, teorias da conspiração a respeito não irão explicar a decisão do TJD. O arremesso de uma bomba dentro de um campo de futebol feriu gravemente um torcedor e foi sucedida por uma batalha campal dentro e fora do estádio. Isso não é pouco e não pode eximir os clubes envolvidos porque a polícia conseguiu agir rápido e prender os suspeitos. E sim, é muito diferente de arremessar um copo plástico no gramado ou invadir um campo para comemorar um título.

Uma punição exemplar já deveria ter sido tomada quando um torcedor levou um tiro em Itajaí num jogo entre Marcílio Dias e Joinville. Deveria ter sido tomada quando um torcedor do Joinville foi morto ao levar uma pedrada no ônibus que o levava de volta para casa. Deveria ter sido tomada quando integrantes da mesma torcida organizada envolvida nos acontecimentos de Criciúma atearam fogo em dezenas de cadeiras do estádio Orlando Scarpelli.

Não ter feito antes não é justificativa para não fazer agora. Nunca é tarde para se fazer a coisa certa.

Obviamente, ainda cabem os recursos de Criciúma e Avaí e estamos no Brasil. Não será nada surpreendente, portanto, que a punição seja abrandada e que até sobre jogo para cumprir no campeonato do ano que vem. Tudo é possível, principalmente quando os holofotes se distanciarem.

Discurso também incita a violência

No mesmo momento em que um ato irracional fere um torcedor e provoca uma intensa repercussão em todo o estado, ocorre novamente o recrudescimento do discurso contra a arbitragem e de denúncia supostos complôs e esquemas para beneficiar o time A ou B. Dirigentes, técnicos, jogadores e profissionais da imprensa deveriam ter mais cuidado com o que dizem. Isso vale inclusive para o Figueirense, que através do treinador Alexandre Gallo e do gerente Alexandre Barros, já andou esbravejando virulentamente contra a arbitragem. Tenham cuidado ao abastecer o barril de pólvora alimentado por fanatismo exacerbado e muita gente de cabeça fraca.

Ainda mais, que muita gente utiliza desse artifício simplesmente para transferir a responsabilidade por seus erros e encobrir sua própria incompetência.

São tempos chatos, carentes de bom humor e leveza? São, mas são os tempos que vivemos. Então, pensem antes de falar.

É o adversário ou o campo?

Estava matutando algumas coisas sobre a campanha do Figueira e um fato me chamou a atenção: exceto o empate contra o Guarani na Ressacada, os maus resultados do Furacão Alvinegro no campeonato aconteceram em campos com dimensões acanhadas e/ou gramado ruim.

No Scarpelli, que tem um bom gramado, o Figueira ganhou cinco jogos e empatou um. É claro que o fator ?jogar em casa? pesa nos resultados e complica a análise, mas ano passado mesmo com o mando de campo o time perdeu para Próspera, Brusque e outros menos votados. Curiosamente, não jogou bem em todas essas vitórias. Em contrapartida, jogou bem contra o Metropolitano e não passou do 1 a 1.

Fora de casa, o Figueira venceu o Avaí (bom gramado), Joinville (bom gramado) e Marcílio Dias (regular). Empatou com Cidade Azul (péssimo gramado), Brusque (campo ruim e pequeno) e perdeu para o Juventus (lama pura).

Parece então que a qualidade do terreno de jogo influencia diretamente o desempenho do time. Obviamente outros fatores também contribuem para alguns resultados inesperados: soberba, time em formação, desfalques, pré-temporada curta e pouco tempo para treinar entre um jogo e outro, erro do técnico na escalação do time. Em que medida? Não tenho resposta.

Os gramados da série A, em sua grande maioria, oferecem boas condições para a prática do futebol (que frase feita…). Seria sinal de uma boa campanha no Brasileirão?

Complô intergaláctico

?Ninguém cala tanto chororó…?
Tem hora que eu não sei se o Botafogo é o Avaí do Rio de Janeiro ou se o Avaí é o Botafogo de Florianópolis. Depois do jogo de hoje contra o Guarani, lá veio dirigente azulado chiar contra a arbitragem. É filme antigo, que se repete a cada competição em que o time da Sul da Ilha dá com os burros n?água e olha que nos últimos 10 anos o que teve de burro morrendo afogado pelas bandas da Ressacada foi uma grandeza.

E dá-lhe chororó, dá-lhe ?o mundo está contra nós?, dá-lhe complô intergaláctico para justificar os fracassos. A culpa é da arbitragem, do Delfim, do Paulo Prisco Paraíso, da imprensa, da RBS, da chuva, do vento, da fila.

Enquanto isso, fica o Zunino.

Interessante é que não teve comentarista berrão para gritar ?alô, doutor!? porque hoje o Avaí jogou como visitante em sua própria casa. Nenhum pio a respeito de fazer 12 jogos na Ressacada e 10 fora.

Afinal, um time que está ganhando o 1º turno com uma vitória de 2 a 0 em casa, faltando 20 minutos para terminar o jogo e toma uma virada, pode reclamar do quê?

Contra o mesmo Guarani, em jogo no qual o Figueirense fez uma péssima apresentação, o árbitro Paulo Henrique Bezerra deixou de assinalar um pênalti clamoroso em Wellington Amorim no fim da partida. Seriam mais dois pontos para o Figueira. Mesmo assim, o time ganhou o 1º turno.

No sábado, o árbitro Vagner Tardelli não deu dois pênaltis, o segundo claríssimo, em Wellington Amorim, mas o comentarista berrão fez questão de ressaltar que o lateral Léo Matos deveria ter sido expulso. Sobre os pênaltis, nada.

Costumo dizer que não tem esquema que ajude time ruim. Seja para ganhar campeonato, seja para evitar rebaixamento. Pode ter toda ajuda da arbitragem, mas se não jogar bola vai dar com os burros n?água. Exemplos temos aos montes.

É mais cômodo acreditar que o Figueirense vence porque é ajudado e o Avaí perde porque é prejudicado. Se eles querem usar antolhos, não sou eu que vou contrariar.

E enquanto isso, fica o Zunino…

Não convence

O Criciúma faz uma boa campanha. Teve chance de ganhar o turno e lidera o returno, com 100% de aproveitamento. Seu futebol, no entanto, não me convence. E não é de agora. No ano passado, quando liderava o estadual e depois a série B, também mostrava um jogo burocrático, pouco criativo. Tem bons jogadores, mas o jogo não flui, vai meio na marra.

No fim, os resultados são melhores do que o futebol que a equipe mostra. Talvez por isso, o time morra na praia, como ocorreu no estadual e na série B do ano passado e no 1º turno do catarinense desse ano. Na hora de decidir, de mostrar algo mais, tirar aquele coelho da cartola para definir favoravelmente jogos decisivos, fica evidente a falta de qualidade. Hoje ganhou do Metropolitano levando sufoco e o resultado mais justo seria o empate. Pode até ganhar o estadual, mas por enquanto não convenceu.

A melhor exibição do ano

Na vitória de 4 a 0 sobre o Joinville, na noite deste sábado, no estádio Orlando Scarpelli, o Furacão Alvinegro fez sua melhor partida no campeonato. E, surpreendentemente, com a mesma escalação que jogou muito mal e perdeu para o Juventus na quarta-feira.

Nessas horas, a gente se pergunta se entende mesmo alguma coisa de futebol e se mais de 30 anos de arquibancada tiveram alguma serventia. Mas é isso também que torna o futebol tão fascinante. Jamais saberemos se, nas circunstâncias do jogo de ontem, entrar no 3-5-2, mas com Rodrigo Fabri no lugar de Carlinhos, Bruno Santos na ataque e César Prates na ala esquerda faria alguma diferença. Se escalado assim o time teria mais ou menos dificuldades e se conseguiria ou não a vitória.

Especulações, meras especulações.

Na prática, o time jogou muito bem. No primeiro tempo, ainda foi um jogo equilibrado, com chances de lado a lado. O Joinville levava vantagem em quase todas as disputas pelo lado esquerdo da defesa do Figueirense, com o rápido Marlon ganhando todas do improvisado ala Marquinhos. O Figueira foi, no entanto, mais eficiente e foi para o intervalo com a vitória por 1 a 0.

No segundo tempo, o Furacão voltou com César Prates no lugar de Marquinhos, para consertar a marcação por aquele setor. Nem deu tempo de confirmar o acerto da alteração. O Figueira encurralou o JEC no campo deste e massacrou o adversário até fazer o segundo gol, aos 5 minutos. Só na batida do centro, depois do gol, é que o Joinville foi passar do meio-campo. Não adiantou muito e aos 8 minutos, o Alvinegro liquidou o jogo, marcando o terceiro.

Depois disso, a equipe administrou a vantagem, fez o quarto gol e poderia ter feito mais. Foi uma belíssima vitória. A expectativa agora é que o time abandone a irregularidade que lhe tem caracterizado e repita o bom futebol contra o Guarani, no próximo sábado, também no Scarpelli.

Destaques

Vários jogadores jogaram em alto nível. Cleiton Xavier confirmou a ótima fase, fazendo dois gols e participando dos outros dois. Rodrigo Fabri veio logo atrás. Felipe Santana, Diogo e Wellington Amorim também jogaram bem. Lèo Matos estreou timidamente, algo natural para quem vinha de longa inatividade. Bruno Perone promete ser um ótimo zagueiro, mostrando uma qualidade rara na posição: ótima visão de jogo. Como eu brincava ontem na arquibancada com amigos, Perone parece saber exatamente o que fazer, só não sabe direito como fazer. Mas é jovem e pode evoluir. Até Carlinhos não atrapalhou.

Um sabor especial

O Figueirense venceu as últimas quatro partidas contra seu adversário da noite deste sábado, o Joinville. A escrita começou na partida final da decisão do campeonato estadual de 2006, no mesmo palco do jogo de hoje, o estádio Orlando Scarpelli.

Depois daqueles memoráveis 3 a 0, o Furacão Alvinegro ganhou por 5 a 2 (em casa), 2 a 1 (fora) no estadual do ano passado, e voltou a vencer no 1º turno do campeonato deste ano, por 1 a 0, na Arena de Joinville.

Mais do que isso, o Figueira, desde 1999, tem dado o troco em todo o sofrimento causado pelo JEC na década de 1980. Nos últimos 10 anos, foram 29 confrontos por campeonatos estaduais, com 16 vitórias alvinegras, sete empates e apenas seis derrotas.

A última derrota do Figueirense para o Joinville foi na primeira partida da decisão de 2006, exatamente no dia 2 de abril, por 2 a 1. Um resultado nem tão amargo assim, graças ao gol salvador de Edson no fim da partida, que facilitou um bocado as coisas no jogo da volta, quando o Figueira conquistou seu 14º título e tornou-se o clube mais vezes campeão de Santa Catarina.

Destes confrontos mais recentes, destaco dois, não por sua importância, mas pelas circunstâncias dos espetáculos. O primeiro valia pela primeira fase do 1º turno do campeonato estadual de 1999, ou seja, é o jogo que inaugurou a série vitoriosa do Figueira citada acima.

Foi no dia 17 de março, no Scarpelli. Jogando mal, o Furacão fez um a zero. Seguiu mal e tomou o empate. No final do primeiro tempo, o goleiro Sílvio (com longa passagem pelo JEC), então no Figueira, cometeu um pênalti e foi expulso. Seu reserva, o baixinho Leandro, vindo do Fraiburgo, entrou e pegou a cobrança.

No início do 2º tempo, com o placar ainda marcando 1 a 1, o lateral direito Edinho também foi expulso. Com dois a menos, o Figueira foi buscar forças não se sabe de onde e venceu a partida por 3 a 1. O terceiro gol foi uma pintura de Genílson, que arrancou do meio-campo, levou duas faltas de vencida, e tocou na saída do goleiro.

Foi uma das poucas vezes em que vi um time vencer com apenas 9 jogadores em campo. Não segurar um placar que já estava favorável antes das expulsões, mas sim abrir vantagem quando já estava com dois atletas a menos no gramado.

A outra partida não consta da estatística acima, mas foi igualmente memorável. Disputado em 12 de setembro de 2001, no Scarpelli, valia pelo 1º turno da série B do Brasileiro daquele ano. O placar de 4 a 3 para o Figueira disse o que foi o jogo. Um partidaço, com Perdigão (aquele mesmo, atualmente no Corinthians) comendo a bola pelo JEC e Fernandes dando show e marcando o gol da vitória no finzinho da partida para o Figueira.

Ainda que o JEC não viva um bom momento, é um confronto no qual a vitória tem um sabor especial. Pena que o horário ? 20h30 de um sabadão ? e o mau tempo possam prejudicar a presença do público e qualidade do espetáculo. Mesmo assim, vale a pena conferir.

O que Gallo vai fazer?

O técnico do Figueira, Alexandre Gallo, já tem dois jogadores à disposição que podem fortalecer significativamente a equipe. São eles, Léo Matos e César Prates, que podem ocupar as duas laterais no lugar de Anderson Luiz e Marquinhos e aumentar o poderio do time. Uma boa opção poderia ser um time com Wilson; Léo Matos, Bruno Perone, Asprilla e César Prates; Diogo, Leandro Makelelê ou Luiz Henrique (qualquer um, menos Carlinhos), Cleiton Xavier e Rodrigo Fabri; Wellington Amorim e Bruno Santos.

Na minha opinião, é o que de melhor ele tem para pôr em campo. Também pode tirar um volante, começando só com Diogo e escalar Felipe Santana, jogando com três zagueiros, liberando os laterais para o ataque. Só não pode é botar cinco zagueiros e quatro volantes só porque está chovendo e o gramado estará pesado…

12 jogos em casa

O campeonato catarinense de 2008 é disputado por 12 clubes, em turno e returno, logo cada clube faz 11 jogos em casa e 11 fora, certo? Errado. O Avaí vai fazer 12 jogos em casa e 10 fora, levando uma clara vantagem sobre os demais concorrentes. Isso porque o time do Sul da Ilha emprestou seu campo para o Guarani da Palhoça. Então no turno, o mando de campo era do Avaí e jogo foi na Ressacada. No returno, no próximo domingo, o mando é do Guarani e o jogo será novamente na Ressacada.

O Figueirense, por exemplo, jogou cinco vezes em casa e seis fora no 1º turno e a situação vai se inverter agora. O mesmo ocorrerá com os demais clubes, mas o Avaí fará seis jogos em casa e cinco fora nos dois turnos.

Não ouvi ou li críticas a esse arranjo nem da imprensa nem de clubes. Estão todos estranhamente silenciosos. Se o acerto do Guarani fosse para jogar no Scarpelli e a situação ocorresse com o Figueirense teria gente subindo na mesa para dar discurso enfurecido contra.

A situação é tão estranha que é público e notório que o simpático Guarani ? que ultimamente dá mais trabalho para o Figueira do que se parceiro azul de Florianópolis ? não tem torcida e só ganha dinheiro quando joga contra o Furacão Alvinegro e o Avaí. Mesmo assim, no confronto com o Figueira na Ressacada o clube reservou somente os 10% de praxe (1.300 ingressos) para a torcida visitante, deixando de ganhar uma bela grana. Talvez por isso, segundo o bagunçado site da Federação Catarinense de Futebol, o público daquele jogo foi de 1.512 pessoas (a FCF não explica se é pagante ou total). Foi pouco? Não para o Guarani, que nas quatro outras partidas levou um público total de 233 pessoas, ou pagantes, à Ressacada.

O Avaí terá mais uma vantagem, oriunda da cosmética decisão da FCF de não reservar lugar para a torcida visitante e proibi-la de ir ao estádio uniformizada, seus simpatizantes poderão ir à Ressacada e sentar em qualquer lugar do estádio, dividindo espaço com os raros torcedores do Guarani, não ficando confinada aos 10% usuais. Por uma macabra ironia, o Avaí será beneficiado por fatos lamentáveis causados, ao que tudo indica, por integrantes de sua própria torcida.

O regulamento do campeonato não impede a inversão do mando de campo. Diz o artigo 12:

?Durante todas as competições, as datas, horários e a inversão do mando de campo das partidas, constantes nas tabelas, poderão sofrer alterações:

I – por determinação do Departamento Técnico da FCF;

II – por acordo entre as associações disputantes, desde que não resulte em prejuízo de terceiros, e

que seja homologado pelo Departamento Técnico da FCF?.

O regulamento fala em acordo entre os clubes, mas também destaca que a inversão do mando de campo não pode resultar em prejuízos para terceiros. E, nesse caso, o prejuízo é evidente.

Não sei se a FCF tem um regulamento geral das competições. No site, cheio de links quebrados, ele não está. O regulamento geral das competições da CBF, no entanto, proíbe terminantemente a inversão de mando de campo, em seu artigo 13:

?§ 2° – Em nenhuma hipótese haverá inversão do mando de campo, o que considera todo o âmbito do estado, no caso de partidas interestaduais, exceção feita à inversão recíproca, ou seja a troca dos mandos de campos dos jogos de ida e volta, nas competições em que tal sistema ocorra, se aprovado pela DCO (Diretoria de Competições da CBF)?.

Seria mais correto a FCF copiar a CBF em casos como esse, evitando que um clube levasse nítida vantagem sobre os outros.