Novas metas para evitar a desmobilização

Em princípio, o discurso de jogadores, comissão técnica e dirigentes do Figueirense está afinado e bem certinho, mas me preocupa que a possibilidade do relaxamento ? natural, diga-se de passagem ? por ter assegurado a permanência na série A e as especulações antes do tempo acabem por dispersar a atenção e a motivação dos jogadores na reta final do Brasileiro.

A renovação do contrato de Jorginho pode ser feita já, até porque pode ajudar na permanência de determinados jogadores. Não acredito, porém, que o técnico tenha pressa de resolver sua situação. Seu trabalho no Figueirense o ajudou a se valorizar, pode valorizá-lo ainda mais ao final do campeonato e, para ele, o melhor é esperar.

Já o clube precisa ter cuidado, na minha avaliação, com duas situações. Em primeiro lugar, com as especulações sobre reforços para o ano que vem ? o nome do atacante Neílson, da Chapecoense, foi o primeiro a surgir. Em segundo, com as conversações com os atletas que estão no Figueirense e cujos contratos terminam em dezembro.

As duas situações podem gerar descontamento e insatisfação dentro do elenco. As especulações sobre reforços somadas a conversações para renovar com alguns jogadores e não com outros pode ter um efeito negativo entre os atletas. É preciso saber administrar bem a situação.

Isso não quer dizer que o clube só deva fazer novas contratações depois do campeonato acabar, mas precisa evitar vazamentos precipitados ? o que não é fácil porque tem figura ali dentro que adora dar exclusiva para seus queridinhos na imprensa ? para complicar o ambiente.

Já as renovações são mais complicadas, porque os jogadores vão acabar sabendo quem foi procurado e quem não foi. Aí cabe ao departamento de futebol saber avaliar o impacto interno de priorizar a renovação de um em detrimento da de outro.

Conferindo o BID, nota-se que jogadores importantes como Wilson, Juninho, Ygor, Maicon, Elias e Júlio César têm contratos até dezembro de 2012, no mínimo. Outros, que não são titulares, mas costumam ser utilizados, como Ricardo, Pablo, João Paulo, Helder, Pittoni, Jackson, Coutinho e Héber também têm contratos mais longos. Esses só saem se o clube aceitar alguma proposta.

Dos jogadores titulares ou utilizados com mais frequência, o problema maior está na defesa. Os contratos com Bruno, Roger Carvalho e Édson Silva terminam no fim do ano. Tulio, Fernandes, Aloísio, Wellington Nem e Rhayner estão na mesma situação.

O grupo de jogadores do Figueirense, com exceção de um ou outro atleta, parece consciente e concentrado, ou seja, a possibilidade de haver uma grande desmobilização é pequena. De qualquer forma é bom ficar atento para saber identificar qualquer sinal de que ela esteja prestes a acontecer, evitá-la e assim fechar o campeonato com chave de ouro.

Os próximos objetivos

Destacar os objetivos alcançados faz parte do show, mas as etapas são relativas. No momento, até o 14º lugar dá vaga para a Copa Sul-Americana. Dos não rebaixados, só dois não se classificam para uma competição continental.

O site Chance de Gol dá ao Figueirense 95% de chances de classificação à Sul-Americana. Também calcula que com 47 pontos ? três a mais do que o Alvinegro já obteve ? a possibilidade de se classificar é de 75%, número que aumenta para 98,7% para quem fizer 49 pontos e para 100% para a equipe que chegar a 53.

Em resumo, ainda que o aproveitamento do Figueira caia dos atuais 48,9% para 37% (9 pontos ganhos dos 24 em disputa) a vaga na Sul-Americana estará assegurada. Se uma hecatombe acontecer e o time ganhar apenas três desses 24 pontos (12,5% de aproveitamento) a chance de se classificar é de três em quatro.

Na prática, o time precisa entrar de férias a partir do jogo de sábado contra o Palmeiras e ficar brincando durante oito rodadas para não conseguir vaga na Sul-Americana. Sendo bem claro, sem querer parecer arrogante: o Figueira já está classificado para esta competição.

Seria mais eficaz, em minha avaliação, estipular um segundo objetivo mais difícil, mas plausível, perfeitamente factível. Essa meta seria superar a pontuação de 2006, quando o Figueirense fez sua melhor campanha na série A.

Naquele ano, o Alvinegro conquistou 57 pontos. Teria que ganhar mais 14 nos oito jogos que faltam (24 pontos) para superar a marca de 2006. Isso não garantiria, por si, superar o 7º lugar daquele ano, mas já seria significativo superar a pontuação ? como brinde, também superaria os mesmos 57 pontos do Avaí em 2009.

Para tanto, o aproveitamento na reta final teria que subir, mas não exageradamente. Seria necessário ir dos 48,9% até o momento para 58,3% no sprint derradeiro.

E aí vale o mesmo raciocínio que foi feito até agora. Quanto antes superar os 57 pontos, mais cedo pode pensar no objetivo seguinte, a Libertadores. Para ter alguma chance, o Figueira precisa entrar na casa dos 60 pontos. Quanto mais ganhar a partir daí maior será a possibilidade de classificação.

Acredito que esses objetivos são mais mobilizadores do que se restringir à Copa Sul-Americana. Essa meta o Figueira consegue até se ir na banguela daqui até o fim do campeonato. Já está na mão. Pensemos um pouco mais alto então.

0 pensamento em “Novas metas para evitar a desmobilização”

  1. Acredito muito nesse time, todos estão dando os outros como favoritos, e o figueira em quinto, mas acredito que após algumas rodadas o bicho vai pegar e os ditos favoritos irão cair no desespero.

  2. estou com uma grande ansiedade de ver esse novo figueirense
    e o Maicon que eu quero nesse time é o Maicon Talhetti cria da casa e bom jogador só não sei se ja está recuperado
    owww saudade de grita é campeão

    Figueira, não abandone o figueira não abandone o figueira não abandone o figueiraaaa figueira…………..

  3. ataque principal do figueira:
    JUNIOR NEGRÃO E WILLIAN!!!
    ví 2 vídeos do garoto axo que no blog “paixão alvinegra”,
    joga um bolão,não é matador mas tem arrancada e um toque de bola mto bom…no vídeo mostra ele dando trabalho até pro alvinegro,
    passando por 3 defensores alvinegros e arriscando de fora da área…

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