É o adversário ou o campo?

Estava matutando algumas coisas sobre a campanha do Figueira e um fato me chamou a atenção: exceto o empate contra o Guarani na Ressacada, os maus resultados do Furacão Alvinegro no campeonato aconteceram em campos com dimensões acanhadas e/ou gramado ruim.

No Scarpelli, que tem um bom gramado, o Figueira ganhou cinco jogos e empatou um. É claro que o fator ?jogar em casa? pesa nos resultados e complica a análise, mas ano passado mesmo com o mando de campo o time perdeu para Próspera, Brusque e outros menos votados. Curiosamente, não jogou bem em todas essas vitórias. Em contrapartida, jogou bem contra o Metropolitano e não passou do 1 a 1.

Fora de casa, o Figueira venceu o Avaí (bom gramado), Joinville (bom gramado) e Marcílio Dias (regular). Empatou com Cidade Azul (péssimo gramado), Brusque (campo ruim e pequeno) e perdeu para o Juventus (lama pura).

Parece então que a qualidade do terreno de jogo influencia diretamente o desempenho do time. Obviamente outros fatores também contribuem para alguns resultados inesperados: soberba, time em formação, desfalques, pré-temporada curta e pouco tempo para treinar entre um jogo e outro, erro do técnico na escalação do time. Em que medida? Não tenho resposta.

Os gramados da série A, em sua grande maioria, oferecem boas condições para a prática do futebol (que frase feita…). Seria sinal de uma boa campanha no Brasileirão?

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