Cada vez mais longe

Depois de ficar com nove jogadores aos 25 minutos do segundo tempo, o empate contra o Ceará ficou de muito bom tamanho. É mais um ponto ganho num momento em que o Figueirense não perde há sete jogos, mas só ganhou um deles.

A gente discute aqui entre três objetivos ? permanecer na série A, conseguir vaga na Sul-Americana e chegar a Libertadores ?, mas, na prática, dois estão casados.

Para escapar do rebaixamento é preciso chegar em 16º lugar. Para se classificar para a Sul-Americana o limite é terminar o campeonato em 14º, já que Vasco (campeão da Copa do Brasil) é o vice-líder e o Santos (ganhador da Libertadores) está no 11º posto.

Considerando a situação atual e, nesse sentido, o empate em Fortaleza foi importante porque manteve a vantagem para 15º colocado, o próprio Ceará, em seis pontos, faltando 10 rodadas para terminar o campeonato, as duas coisas estão bem encaminhadas.

Também levando em conta a permanência na série A, a vitoria do Avaí foi boa, apesar de nenhum alvinegro ter gostado dela. E foi boa porque manteve o Atlético-PR com 27 pontos ganhos, mesma pontuação do atual 17º colocado Atlético Mineiro.

Como o Figueira trouxe um ponto do jogo de domingo, a diferença para o 17º lugar subiu de 10 para 11 pontos. É mais de um ponto a ser tirado por rodada, o que torna a situação do Alvinegro, nesse sentido, muito confortável.

O Figueira vai ficando longe do sonho da Libertadores com essa sequência de empates, mas também vai se distanciando da possibilidade de cair. Não é algo a ser desprezado.

O JOGO

No primeiro tempo, a defesa do Figueirense estava muito confusa, principalmente a marcação no meio da área nos cruzamentos. Thiago Humberto, Fabrício e Washington tiveram chances claras de gol e ou pararam na trave ou nas mãos de Wilson, que voltou a fazer uma grande exibição e foi um dos responsáveis pelo empate. Junto com ele, Ygor também fez um partidaço, secundado por Túlio. Outro que voltou a jogar bem foi Juninho.

Os dois expulsos precisam de um puxão de orelhas e quem sabe sentir dor no bolso pelo que fizeram. Maicon porque os cartões por reclamação são recorrentes. O jogador tem que aprender a controlar os nervos e parar de cair na provocação de árbitros e adversários. Como é um jogador importante para o time, vai ser sempre visado, tanto na marcação forte quanto na tentativa de desestabilizá-lo emocionalmente, porque reiteradamente mostrar não ter autocontrole.

Bruno também costuma fazer o teatrinho na área. Volta e meia recebe cartão por isso. Não gosto de ?pênalti a brasileira? como denomina o comentarista da ESPN Brasil, Mauro Cezar Pereira. Bruno já tinha amarelo e deu a chance do árbitro deixar o Figueirense com nove jogadores em campo.

Além disso, depois de fazer uma jogada daquela tenta fazer o gol, meu querido, que aí era a consagração. Se chutasse na arquibancada ou tentasse mais um drible e levasse sim um rapa de verdade, ninguém ia reclamar e o árbitro não ia botar para a rua.

Diante de tudo isso, o empate ficou de bom tamanho. Sem Maicon, Bruno e Julio César, com nova lesão na coxa, é ver o que dá para aprontar para cima do Grêmio na quarta-feira.

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